Thousands of brands, all kind of fashion, cosmetics, styles, stages, diets, competitors around beauty... we still strugle with intimacy, we are afraid to be naked... For how long?

(Milhares de marcas, todos os tipos de moda, cosméticos, estilos, palcos, dietas, competidores atrás da beleza, nós ainda nos debatemos pela intimidade, todos nós com medo de nos desnudarmos. Por quanto tempo ainda?)

 


E-m@il


|Outros Blogs|

Afrodite sem Olimpo
Ancora Digital
Carol
Confissões
Expressões Letradas
Fel - Amargando Felicidade
Histórias de Confissões
InternETC
@Joyce - Escrita Fina
Lemniscata
Macacos no Sótão
Mulheres & Deusas
Palavras Tortas
Por um Punhado de Pixels
Posta Restante
Savoir Faire
Sub Rosa
The Chatterbox
Vadiando
 


circuloart> </A> 
      </p>
    <p style=



Arquivos Greymatter


Arquivos Blogger
Outubro
Novembro
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril



Imagem:
Sandra Paes


on-line



 

Desorientaçoes


Ontem acordei com uns números na cabeça. Loto? Nao, eram apenas tres..me parecia mais alguma referencia de latitude, longitude, algo que apontasse para algum lugar no mundo. Ou eu assim quis interpretar. Aproveito a curiosidade e , onde está o Atlas de astrologia?
Tempo que nao consulto isso...por onde começar? Talvez a latitude..abro , viro páginas e aparece no mapa: Iraque!
Nahh, nao pode ser..me recuso a focalizar a mente nesse lugar tão controverso..e as letras começaram a embaralhar e a sumir de foco...

Ando desorientada até dentro de casa..chego na cozinha e nao sei o que fui fazer la..Outro dia, me perdi dentro do supermercado..olhava para os corredores, tentava ler as placas e conferir os produtos pra localizar..o que mesmo? Que fui comprar la? Afinal? O que estou fazendo aqui com esse carrinho na mão?
Houve uma época em que fazia mapas de cabeça..em dois segundos localizava cidades, planetas em suas casas, aspectos e tal..Morava dentro de mim um astrofísico com astrolábio e tudo...

Compras? Sempre soube onde achar o que em que prateleira, e imagine, me perder na propria cozinha? A ordem e sequencia das coisas é algo claro demais..Por isso cozinhar é mais do que natural..brota naturalmente a combinaçao dos sabores e temperos e sei exatamente a ordem de por tudo..

Sabia...ja nao sei mais..pude constatar isso facilmente tentando fazer uma carne aux fines herbs avec french beans..parecia uma eternidade achar as coisas..e sal? Ja pus na carne? Talvez? E se não..basta provar..mas não é bem isso..é a desorientaçao...Mais um item a ser notado..

Enfim..final do dia..convite pro churrasco. Pretexto pra um encontro de novas pessoas, outras associações..
Chega por email a pergunta: voce vai? Quero te ver la!

E eu me pego relutante..ai, ai ai, dirigir no final da tarde..pouca luz..lugar novo.Houve uma época que qualquer aventura era motivo de por o pe na estrada..descobertas! oba! .agora, me flagro relutante...o que é isso?

Respondo que vou fazer o que puder pra ir..E assim, tomo banho, procuro algo pra vestir e pronto. Como? Ja se passaram quase duas horas? Eu nem vi. Mais uma desorientaçao.Sempre fiquei pronta em 15 minutos no máximo..Dessa vez, nem percebi..Por via das duvidas, anoto o endereço num papel..Assim fica mais facil..ou assim parece ser quando se quer se acercar de “segurança”..em caso de esquecimento, pega-se no bolso o papel e pronto..

Não me dei por satisfeita..Pego o celular e ligo o gps..Digito o endereço e espero o resultado..Assim vai parecer mais facil..
Qual o que..depois de rodar algum tempo, percebo que o que leio na tela nao corresponde ao que leio nas placas..Será?

Quanto tempo ja se passou? Já está anoitecendo..ficando mais dificil ler placas..
Mas espera ai? Esse passo aqui me manda de volta pra onde eu estava..mas como?

Melhor ligar pra alguem.Alo? como está tudo ai?
- A comida tá ótima.A noite ta linda, e tem algumas pessoas..Onde voce está?ouvindo música?

-Estou no carro.

Mas em que rua?
-441 north com...
-Nao sei onde é isso..espera ai que vou passar pra dona da casa..
Nao tive tempo pra dizer mais nada..
A dona da casa faz a mesma pergunta..mas a essa altura ja nao estou mais na mesma rua..Ela pede que eu pegue a Palmetto norte..E eu respondo que essa rua tem apenas leste e oeste..e nao sabia como pegar norte ou sul..

Percebo de imediato que falamos linguas geográficas diferentes. Me lembro das orientaçoes dadas no Brasil onde os pontos de referencia sao uma padaria do “seu joaquim”..ou o supermercado X..se voce nao sabe como localizar isso, não sabe nada..

E foi como me senti...De repente tudo ficou complicado..agradeço e decido voltar pra casa..começo a revisar a motivaçao da saída, do jantar, e nao encontro na minha cabeça.Lugar complicado onde tudo começou..
Toca o celular de novo..era minha amiga perguntando se eu ja havia me localizado, e disse que nao..Nao conseguira entender os sinais que a dona da casa dera..

Decepcionada ela diz: como não? E repete as mesmas informações..percebo minha desorientaçao, e percebo que nada adiantaria explicar nesse momento..
E digo..estou com dificuldades..
Mas voce não tem GPS?
Sim, mas estou lenta e tá complicado ver o GPS e as placas das ruas ao mesmo tempo..Nao estou dando conta..vou pra casa...
Sinto muito..
E ela , com voz caída, diz: está bem! A gente se fala outra hora então.

Afinal, chego em casa. Um lugar que ainda parece conhecido e reconhecível.

E pra que tudo isso? Consequencia do stroke que vivi há tres semanas atras. Ninguem soube, ninguem viu, ninguem avalia. Terremotos internos, tiram sua identidade, reviram seus sonhos de cabeça pra baixo, rasgam os mapas que voce pensa que conheçe e esfrega na sua cara, que oriente e ocidente é apenas coisas dos homens, nessa Terra dividida em pedacinhos, que depois foram colonizados, que depois passaram a pertencer a um povo, a uma colonia, a um grupo qualquer..E com os anos, foram ganhando nomes e mais nomes, e números, muitos números, e diferentes donos , tudo provisório, mas é assim mesmo, por que a sequencia das coisas é feita assim..

Se o cérebro nao reconhece..o que existe afinal aonde?
Lugares, horas, acontecimentos..Latitudes e longitudes...que números são esses?
Tudo de novo? E eu tendo que dizer meus números pra me saber socialmente incluída, historicamente pertinente, politicamente qualquer coisa..sexualmente orientada, culturalmente atualizada, profissionalmente realizada, uma cidadã...o que mais?

“se oriente rapaz..pela constelação do Cruzeiro do Sul”..diria a canção..
Mas o ceu de hoje está nublado e aqui dentro também, so tem nuvens.


Sandra Paes - 08:58 AM CST [|Link|]||

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Somente o hoje me vem. Com ele, uma luz intensa. Não sei se o sol nascendo, não sei se minha estrela guia, não sei se a Estrela Mor, que vez por outra me aparece.

Acordei e chamei a alegria. Fiz dela minha companheira apos os longos extenuantes dias de gripe, tosse e fraqueza.
Sabia la no íntimo que era uma limpesa. Dessas que vez por outra a alma chama pra uma faxina geral.

Fiz do silencio meu companheiro escolhido e preferido e com ele naveguei por um tempo incontável em busca de minha propria essencia. Essa que gosto de sentir e saber que existe e a qual chamo Eu. Tudo o mais se esfumaça.

Depois de ter sonhado por duas vezes que nadava no ceu. Me peguei certa manhã com o rosto acachapado no travesseiro de fronha de seda e uma textura de ceu na boca e na pele. Ali, soube que daqui, levaria apenas o que me lembrava o mais sublime. E isso foi o link para o que sentia estava me faltando. Cade?

A alegria!
Que belo mote esse...investir na paz e na alegria, me fazer cúmplice da ternura e da bondade. Com a generosidade ja ando de mãos dadas desde muito cedo. Idos tempos. Me senti inteira, nua, contemplativa, naturalmente plena e grata. E essa é a essencia pura de quem sou, como fui feita pelo Criador. E assim me pego saltando da cama, antes das seis da manhã, e dizendo em bom e alto som: bom dia, princesa! Lembre-se de quanto voce é amada e da luz que é sua origem. E não se esqueça que estás aqui viajando e contemplando tudo que ha de belo e sublime.

Tudo o mais é passageiro e aquele que se sabe no Reino do Senhor, nada teme, e NELE descansa por se saber já na eternidade, no berço dos que se sabem salvos, apenas por que creem.

Esse o milagre da vida somente hoje. Esse o segredo de agora.

As bolsas, continuarão no seu ritmo de sobe e desce e os homens, correndo atras de ganharem esse jogo pra se sentirem um pouco felizes e seguros, e ricos, algumas vezes até, vitoriosos. Afinal, em qualquer jogo, está implícita a ilusão de ganhar pra se fugir da emoçao encolhedora da perda.
E muitas vezes nesse jogo, se extenuam forças, brilhos, e confianças e até se dispensam a maior das bençaos: a lembrança de amar e se saber um agente dele.

Voce sabe disso. Não se permita perder seu tesouro. Esse é um privilégio raro. Por que so os inocentes e puros de coraçao podem trilhar na alegria genuina, a graça de viver o amor e reconhece-lo. Outros tantos tentam compra-lo, possuí-lo. Mas isso não é possível.

Perdoe os que cometeram esse equívoco e saiba em seu core, que um dia, talvez, eles aprenderão esse segredo e te reconhecem como a rainha cujo reino não é daqui.

Soa familiar?
Pois é...Os imperadores, e centuriões, e até alguns sacerdotes e vassalos, não conseguiram saber disso, nem siquer alcansar tal delicadeza.

Sorria, brinde a luz, e segue confiante. Tudo em Deus permanece..E nele jaz o mistério do amor, fonte de luz continua e berço da vida real

Sandra Paes - 09:57 AM CST [Link]

Sábado, Agosto 11, 2007

Que script é esse?


Me sinto uma atriz sem palco. O palco do mundo não me recebe. Se todos são treinados pra representar bem ou mal um ou vários papéis, por que assim parece ser o treinamento da criatura humana, estou sem trabalho.

Claro, diante da clássica pergunta- fomentada pelo economês vigente- o que voce faz na vida? Da vontade de responder de imediato:- estou sem trabalho.

E está complicado encarar que isso também pode ser um roteiro. O roteiro do sem falas, sem locações, sem diretores e sem platéia.

Olho e vejo todos disputando atenção, maior força em seus desempenhos, ganhos de aplausos ou de grana, pra se sentirem compensados ou recompensados.

Impressionante como a formalidade sempre gera em qualquer encontro a fatal pergunta: "tudo bem com voce?".

Todos mentem, por que é claro, ninguem pode saber se está tudo bem. E se voce ousa dizer, o simples não sei, ja quebrou com o script regular pra abrir o mais recente texto dramático, ou o mais antigo problema, que é como as pessoas dizem que se encontram ou onde parecem trocar ideias ou figurinhas.

Que chatisse!

Isso sem falar nos tipos que te alugam o ouvido pra despejar a avaliação , quase sempre medíocre e desinteressante, de seus desempenhos, como mulher, marido, pai, mãe, funcionário disso ou daquilo, dona de casa, etc.

Outra chatisse!

Sobra o que? a falsa alegria de vamos comemorar por que consegui fechar esse negócio ou minha filha conquistou isso, ou meu marido me deu um carro novo..tsc tsc tsc!

Saiu da cronica dos feitos e ganhos, o que fica de fato?

Sem script. Silencio ou contemplação ficam na mesma página. Aquela que não dá audiencia, reconhecimento ou entao a mais chata das perguntas, típico de quem nao se ve e não se ouve:= o que voce tem que está tão calada e tão quietinha?

Por que? há que fazer barulho, por uma melancia no pescoço, desfilar um vestido novo, exibir novas coxas, e contar sobre conquistas errantes, para parecer estar bem?

Mais uma chatisse!

E assim, de evidencia em evidencia, vou me recolhendo e calando, por que sinto nao pertencer a esse mundo de "luz, camara, açao"onde a disputa da cena é o que parece contar mais.

Gosto da luz, vivo nela, filmo com meus olhos e ajo em silencio, sem alarde.

Esse script existe e é único. É o meu.

Sem contracenas, sem coadjuvantes.. há o nada e gosto disso.

Sandra Paes - 01:38 PM CST [Link]

Quarta-feira, Agosto 8, 2007

Sem tangos e sem boleros


Ouço música quase sempre. Quase e sempre parecem não fazer boa parceria numa mesma frase. Assim como tangos e boleros. Ritmos parentes que falam do amor de forma distinta. Num a paixão enloquecida, noutro a nostalgia e a melancolia da despedida dessa possibilidade.

Ambos, instantes distintos e marcantes de compassos no processo de encontro e despedida.

E essa vã e torturante passagem nada secreta que nos invade a todos sem piedade! saga humana?
Talvez.
Percebo que nasci par, cresci impar, me torturando pra sair do espaço de única, apenas pra conjugar o aconchego que, em minha história, sempre escapou, sem fugir pelas janelas, sem sair pela tangente. E eu ali, perplexa, querendo entender e viver ao mesmo tempo o luxo do amor na volúpia de querer reter seu mistério.

Ele, soberano, sempre me deu voltas, e na tonteria de nao sabe-lo, me perdi em silencio, na procura de um ritmo que traduzisse meu passo tropego, cheio de memorias vivas a perseguir minha escolha de paz.

Não sou tangueira, não murmuro boleros, mas sei que ambos se escondem em minhas veias e começam a apertar meu coraçao que insiste em avisar que está por explodir.

Na matématica simples entre um e dois, ficam sempre tres e eu a ser vista como o pivô ou o tripé de toda contra-dança.

E não terminei a peça" Por que me miras e não me sacas para bailar". Nem posso. Eis o enredo de minha vida. E nem foi possível virar samba canção.

Não durmo, não danço mais, pois a nossa música nunca mais tocou.

Sandra Paes - 12:40 PM CST [Link]

Reentrada


Não sei se a palavra exite. Não sei se está grafada corretamente.Que importa? O sentimento não corresponde ao significado. Não sei se saí. Não sei onde fui, se fui.

Olho a porta e não consigo entrar. Me pediam uma chave pra abrir a porta. Meu proprio domínio...que ironia!

Me pego em desavenho. Eu, que sempre me achei portentosa e senhora de mim, fico barrada na porta de meu próprio escaninho.

Que resquícios forjaram essa censura?

Fato é que insisti. Bati à porta muitas vezes, ousei diferentes senhas, nada em vão, por que sonhei chegar e ficar, pelo menos por um pouco. E em meio a arquivos, papeis vários, cartas, cartões, extratos, distratos e contratos, encontro o bilhete inicial e nele a chave para o "enter".

E eis-me aqui, inchada de possibilidades, amores retidos, paixões ardentes queimando visceras, silencios forçados por companhias e campainhas desligadas.

Mal posso respirar, posso pirar..há que pirar pra respirar e expirar.
Sim, sem a retençao, onde fica o gozo?
Onde te escondes? em que escaninhos e labirintos de tantas curvas internas e infernais ditas tuas leis e me submete à insonia, à tortura quase vã do não sei?

Preciso me saber, preciso me encontrar pra te contar, pra te cortar, fatias saborosas de deleite, espalhadas entre molhos e caldos outrora derramados por amores vis e nunca vãos.

Nenhum amor é vão, nenhuma entrada é triunfal, apenas a re-entrada, localizada no segredo mais íntimo de sutis reentrancias entre a pele e o desejo.

Para que preciso de verão?

Sandra Paes - 12:26 PM CST [Link]

Terça-feira, Julho 11, 2006

Aprisionada no ventre


Acabo de descobrir uma nova forma de escravidão. Depois de ler/ouvir tantos depoimentos de mulheres, me colocando como protagonistas de seus longos enredos à busca do preenchimento de um sei-la-o-que, às vezes nomeado vazio, frustração, volúpia, desejo não nomeado, etc, constato que existe a prisão no ventre.

Não, não é prisão de ventre, é no ventre mesmo!

Uma bacia ampla de possibilidades, plena de orgãos vitais pedindo voz e vez- útero, ovários, colon, pubis, vagina, e toda a possível articulaçao de tudo isso combinado com um sacrum, que sabe Deus, que segredos guarda!

Sim, não somos donas de nossos mistérios. Há que saber o segredo dessa caixa de pandorra, pra abri-la de fato, e mais do que isso, ter coragem pra enfrentar o que de lá puder sair- se é que é pra ser assim mesmo.

Sinto que há ali, rios e montanhas mis, cheias de tesouros, e tudo oculto num simples balanço ou rebolado, ou mesmo na quietude de tais curvas em repouso, por vezes até ocultando dores que imobilizam a coluna sacral.

De fora, especialistas todos com pontos de interrogaçao na testa, tentam afinar opinióes e diagnósticos vários, recomendaçoes disso e daquilo, mas de fato, eles nada sabem.

Quando uma mulher caminha, dança, arqueia, vaza, contrai, sobe e desce, e voce é capaz de ver isso em camara lenta, talvez, so assim poderá, talvez, chegar perto de tantos segredos.

E quem consegue? quem ousa de fato ?

Enquanto nada disso se descobrir, o mistério da vida e sua harmonia ainda está por ser descoberto, e tudo o mais é apenas especulaçao em torno de discursos e cursos politicos vãos: brigas e mais brigas por territórios a serem dominados, coisas dos homens treinados pra guerrear e com isso gerar terror em todo o mundo, por que incapazes de abrirem de fato o cofre que recolhe o verdadeiro link perdido.

Loucura? talvez ai tambem resida a resposta pra tantos altos e baixos, tantas desmedidas atitudes, tantos delïrios provocados, tantos crimes insodáveis e até mesmo a fundaçao da culpa e suas filhas.

No dia em que nos debruçarmos e ousarmos nos libertar de fato, com isso, livraremos Gaia das garras de seus predadores.

Eu sei...

Sandra Paes - 10:25 AM CST [Link]

Domingo, Abril 2, 2006

Tempo de amar

Li hoje pela manhã em Memórias de uma Gueixa, uma pergunta sobre idade. A menina perguntara ao pai por que ele era velho. A resposta, dada com um olhar perdido, foi:- Não sei.

Fato é que isso me remeteu a termos e idades pra isso ou aquilo.

La fora, o sol benvindo, prenuncia um domingo azul e a briza me faz suspirar de vida. Pego a caneca de xá verde e vou comungar com os pássaros que cantam, o prazer de simplesmente saborear a vida.

Leitura interrompida, pelo simples mergulho num tema que transporta a outro, independentemente de uma mente pensar e questionar qualquer coisa, sinto apenas a respiraçao, o frio no rosto, e um corpo sem idade.

No pequeno Ipodm ouço Shirley Horn cantando , uma voz que por si cala qualquer ideia, por tocar diretamente os sentimentos mais profundos e mesmo aqueles não conhecidos de fato.

E eles são tantos!

Se não puder abraçar a vida com toda sua plenitude, não posso conjugar o verbo amar. Fica algo a faltar, algo não expresso, e em meu corpo que queima e vibra sempre, há uma voz que fala sim, e diz em formas várias que é tempo de amar, e a primavera que se pinta nas flores revela que a natureza comunga comigo.

E eu me torno assim, mais uma vez, easy as a sunday morning...

Sandra Paes - 10:02 AM CST [Link]

Quarta-feira, Março 29, 2006

Entre vícios e virtudes

Compulsive..
Compulsive to share
What for?
What is behind it?
what rests beneath it?
All that I know now is: every gift is to be shared.

What can be the motivation that cares it?

Just a temendous joy called "eureka"!

Everyone is hunting it whithout know it.

Everyone between fear and pleasure

In that space, tiny particule of light dances..

What really matters ?

Life is still a mistery..and we are just opening spaces, from love to reproduce more and more what is the secret that dwells behing the eureka.

I know it..And you?

Sandra Paes - 01:03 AM CST [Link]

Quarta-feira, Março 22, 2006

sonho ou pesadelo

Há um lugar onde nem um nem outro se tornam possiveis. Um lugar de desconforto, onde os travesseiros pedem pra serem expulsos da cama, os lençois incomodam até a propria pele, um tempo onde os relogios gritam loucamente seu tic-tac, um canto onde a paz nao chega e o adormecer não acontece: insonia provocada.


Não sofro de insonia. Nem pensar, mas tem gente que espalha seus medos, suas angústias e parece, pedem pra dividir tudo isso com alguem. Ondas de desespero, marés de desalinho total entre o peito, a respiraçao, a confiança e a esperança.

Há balas perdidas no ar, rostos crispados, gente em dor de todas as ordens, amantes que se negam, amigos que se voltam as costas, vizinhos que se desconhecem e aniversariantes que se julgam velhos e contabilizam a vida como a uma conta de cartão de crédito.

E tudo isso passa pelo ar, pelos dígitos invisiveis de meu core, revira meus sonhos de olhos abertos, torturam meu olhar e comprimem minha coluna e toda a musculatura à sua volta, num ritmo de revolta e terror.

E isso também é um fato. Sintoma de almas em angústias, ranger de dentes, vampirismo cronico escondido atras de um sorriso em forma de "esgar", apenas pra compor que está tudo sob controle.

E eu, vou à cozinha pra tomar um copo de leite, coloco a cadeira de frente pra porta de entrada, busco uma música pra meus ouvidos e abro a tela pra dedilhar mais essa vivencia.

Mais uma dessas coisas que chegam e passam por que assim há de ser.

Sandra Paes - 06:15 AM CST [Link]