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Sexta-feira, Fevereiro 6, 2004

O poder do sim

Uma vez, vi uma entrevista do Richard Gere na TV. Entre tantos assuntos, ficou marcado em mim uma forma especial que ele, como budista, reconhecia o fluxo da vida: pelo poder do sim.

A favorita palavra Yes, passou a soar como uma espécie de mantra, na entrevista dele, ao remarcar que ele sentia o coraçao pulsar mais forte sinalizando esse poder.
Faz tempo essa história. Pelo menos no meu calendário.
E como o tempo é circular, hoje o tema volta à minha vida.
Estou diante da arrebatadora proposta do sim. Sim diante do inesperado, especialmente, deixando que minha criança interior me guie os passos, confiante que há uma força maior que nos protege a todos. E aqui essa palavra fica estranha. Não é bem proteger, é conduzir, é guiar, é permitir que a vida aconteça e flua.
Acho que nisso reside beneath a fórmula da felicidade.
Quando algo interrompe minha respiraçao me percebo assustada. O coraçao bate diferente. E é diferente diante da aceitação do sim. Que é diferente do "por que não"?

Há em meus dias de agora uma proposta quase indescente por que toda proposta que se prese é indescente, para seguir o facho luminoso do sim e isso por si só é excitante e faz com que todas as borboletas que adormeciam em meu ventre, batam asas.

Sandra Paes - 08:10 PM CST [Link]

Quarta-feira, Fevereiro 4, 2004

Just enter..

Uma pequena tecla. Acesso a tudo, ou quase tudo. Serve pra navegar, ficar, curtir, sonhar,conversar, tocar quase tudo. Apenas uma tecla.
Essa, não está no teclado do computador. Estava oculta no teclado de meu coração. E, assim, sem que nem pra que, chega alguem e abre.
Surpresa pra mim. Surpresa total.Como se tivesse usado tantas outras, menos essa. Como ninguem viu antes? nem eu?
Será que tem alguem assim tão desavisado que simplesmente chega e saber que teclas digitar?

Hummmmmm...

Sandra Paes - 03:12 PM CST [Link]

Terça-feira, Fevereiro 3, 2004

Quase definitivo


Entre papéis e sonhos, devaneios e delírios, caminhos que me conduzem a um mundo próprio, intimo, distante do lugar comum, deslizo nessa possibilidade rara de um encontro no silencio.
Ando fascinada por esse mundo, único, possível e arrebatador. Nele, guardo os poemas em forma de canções, num arquivo que, ao que parece só minhas emoçoes sabem decodificar e ler.
Venus me visita furtivamente e me sussura com voz mansa que sou feita de entrega e total surrender.
Entre um suspiro e um gemido, perpetuo em ondas invisíveis esse código cuja linguagem sei e reconheço mas não consigo por em palavras.
Num dado momento, depois de arrumar a casa, escolher revistas e outras coisas pra deitar fora, encontro numa delas um texto de Toni Morrison que traduz pra mim o que nem ousara nomear:- "At some point in life the world's beauty becomes enough.You don't need to photograph, paint or even remember it. Is is enough. No record of it needs to be kept and you don't need someone to share it with or tell it to, When that happens, that letting go- you let go because you can".

Sinto que a vida me direciona pra lá, embora me perceba como um armazem de todas as vivencias, uma enciclopédia viva, como a Terra, como o amor e seus mistérios.
E ainda preciso de Venus e seus encantos pra ficar por aqui. Não no mundo da forma, mas no mundo onde a forma apenas traduz essa infinita e quase definitiva verdade sobre "surrender".

Pra que mais? nem ouso cogitar.E ainda tento deixar que os dedos apenas digitem como notas musicais o que o coraçao, que se libera de dores milenares, tenta pontuar.
Acho que o amor veio pra ficar por aqui. E que ele seja mais do que benvindo!

Sandra Paes - 06:31 PM CST [Link]