Thousands of brands, all kind of fashion,cosmetics,styles, stages, diets,competitors around beauty..we still strugle with intimacy, we are afraid to be naked... For how long?





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Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Onde nao se responde?

Sempre apreciei o bom uso das palavras. Não me lembro quando foi diferente.E isso, é claro, trouxe um gosto pelo verbo, em suas declinaçoes e inclinaçoes.

Passei a observar a frequencia das açoes e suas coerencias ou falta de.

Me acostumei a emoldurar como ética fundamental a pessoa de palavra, com intenções e atitudes que assinalam a coerencia.

Quando isso não é possivel, aparece o lugar em branco, onde não se responde.
Surge o hiato, o espaço pro ponto de interrogaçao, as reticencias, e algo que não defino.

Esse nao definível é a margem, uma pequena bolha onde cabe quase tudo. E incha, e encroa os sonhos e os desejos e suspende encontros e possveis continuidades.

Pausa mortal por que nao natural, gera frutos doentios e abre espaço pra dúvidas, campo fertil do demonio que se faz presente imediatamente pra se divertir com qualquer possibilidade de fraqueza e perda de raiz.

E nessa avenida de possiveis ausencias, circulam tantos, inumeráveis figurantes, sem fantasias, apenas máscaras várias, pra ocultar faces e expressoes que poderiam revelar algo.
E isso tambem faz parte da vida, dessa parte do cardápio que nao gosto de ver, nao peço como prato nem de dieta, e não mais evito, por que passa a ser trabalho duplo, embora seja o recomendável, quase sempre.

Sem receios, ha ai, formas desformes, e nenhuma possibilidade de conjugar seja o que for, especialmente os verbos, por que nem siquer cabe sujeitos ocultos ou indeterminados.

Ah, la vida loca!


Sandra Paes - 02:09 AM CST [Link]

Domingo, Fevereiro 26, 2006

Estar quieta

Pssssshhh! digo a mim mesma em modo silencioso. Tentativa, quase vã, quase absurda, de baixar esse fogo que consome meu ser internamente.
Aos ouvidos um jazz pra reduzir algo..

Mas o que?

Há um descompasso nítido entre o corpo que freme, o sexo que grita, a alma que anseia algo que a mente insiste em nao focalizar. Medo talvez?

Não..ainda faço o tipo que tem a coragem como força motriz, marca registrada nessa encarnaçao, mixto de guerreira e gueixa.

Sigo por ai, assim, tentando reger a administraçao, quase em falencia, dessa empresa que sou eu, de todos esses empreendimentos que ultrapassam os tempos de agora, atravessam todos os murais e códigos de estéticas e éticas, pouco cultivadas ou ainda respeitadas, de alguma forma.

Está em moda falar-se em "edge". A psicologia moderna, com suas tentativas absurdas de selar e julgar o comportamento humano, submetendo a todos a um formato comum pra servir o sistema de produçao, inventou o conceito do border-line, o bi-polar, o pseudo-esquizoide- tentivas comerciais de controlar a loucura.

Ah, the madness!

Descobri recentemente que há diferentes qualidades de loucuras, e todas muito agradáveis e fantasticamente prazeirosas, guardadas ou circulando por ai em tipos tão distintos e diversos!

Sempre fui fascinada por isso! Claro, nao iria estudar psiquiatria por que nao vim pra rotular nada nem ninguem mas, quem sabe, aprender um pouco sobre onde é que a vida responde, quando tentam amordaça-la, represa-la, em tantos nomes vãos de Deus!

Gosto desse frio na espinha, de sentir que a montanha russa é aqui mesmo , no meu ventre, que minhas mãos podem passar o calor do sol ausente na vida de tantos corpos frágeis e quase adoentados.

Gosto de ler, e aprecio ainda mais a leitura muito pessoal que minhas palmas e iris possam fazer, num jeitinho muito especial de registrar nos livros akásicos, tudo que passo e repasso até desavisadamente.

Ha, por certo, um , ou vários espiões cósmicos que podem usufruir e muito do que passo.
Gosto de pensar isso, e curtir mais essa forma de doce delírio.
E em meio a tudo isso, ainda ouço o silencio que me apraz e me conforta diante de todas as possibilidades.


E é nessa quietude que tanta vida pulsa: quero mais!

Sandra Paes - 10:25 AM CST [Link]