Thousands of brands, all kind of fashion,cosmetics,styles, stages, diets,competitors around beauty..we still strugle with intimacy, we are afraid to be naked... For how long?





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Sexta-feira, Março 14, 2003

Sem blog


Em tempos de terror, tende-se a buscar mecanismos de fuga ou de sobrevivencia. Haja "amídala"pra produzir hormonios ou possíveis equilibrios entre o real e o inventado.
Ouvi outro dia de um amigo jornalista que a internet mudou o mundo, que não há mais tempos e espaços pra bossa-nova ( se referindo à criaçao do ritmo), uma espécie de saudosimo de um tempo onde as coisas pareciam ser mais softs ou suaves, onde não havia tantos bombardeios de imagens ou ditaduras de caminhos mentais, como eu costumo dizer.

Não consegui terminar a leitura da "Caverna"de Saramago. A tristesa de um tempo sem retorno começou a tomar conta de meu peito cansado de tantos atropelos.

Em minhas manhãs, ainda pacíficas e tranquilas, como as águas que eu sempre sonhei banhar-me no cotidiano que nunca assim se fez, tomo meu café e sento diante da tela em branco.

E vem como título:- sem blog.

Constato, aqui reside meu refugio desses tempos de terror. Ha um espaço em branco onde apenas posso deixar fluir seja la o que for que ressoar em meu interior nesse instante, e isso, nao é blogar é exercer a bençao de poder me expressar, assim, numa pagina, onde o artista que ainda mora em mim, pode ter voz e vez.

No mais, secretarias eletronicas cheias de botoes nos remetendo a outros botoes, máquinas preparadas pra direcionar a nós, como se nossas perguntas fossem objetivaveis. Sempre do outro lado a ausencia de uma pessoa que acompanha, até mesmo o seu respirar, sinal natural de presença ou qualidade de atençao.

Qual o que...seguimos por esse labirinto aparentemente sem volta- como é proprio de todo labirinto- sem saber como nele entramos e sem termos uma pista vaga que seja de como sair dele.

Nem me pergunto como começou. Pra que? Procurar uma saída? voltar pra onde? o sistema-dizem alguns- feito pra facilitar ou pragmatizar a vida do ser humano- o leva ao pior lugar que se poderia estar- o lugar do Rambo. Aquele cara que foi para o Vietnam por que era dispensável.

Nos tornamos todos discartáveis, como as embalagens de aluminio, ou as laminas de barbear, e tantas outras coisas.

As pessoas sao demitidas por que sao descartaveis. Os cargos nao esperam carreira, sem essa de contratos vitalicios, todos se tornam apenas mais um botao dentro de uma máquina giganteca que nos usa, de acordo com o marketing do momento.

Nao, nao me surpreendo, nem me choco. Mas nao tiro mais fotografias em preto e branco. E apesar de ja conhecer os passos dessa estrada, e saber que nao vai dar em nada, nem sei se sigo ou se apenas sento à beira do caminho e tento, pelo menos, soltar a voz nessa estrada.

Nem isso ouço. Por isso conto, talvez cante, por saber que meu caminho é sem volta e sem ninguem.

Ha apenas milhares de outros transitando pelo mesmo labirinto, talvez brincando de esconde-esconde, ou criando outras formas de distraçao, enquanto o absurdo senso do que é importante de fato, não bate à porta.

Nao perdi o rumo por isso ainda escrevo. Nao perdi a marca, por isso ainda penso. Nao perdi a mim, por isso ainda nao me desavenho.

E a quem interessa isso, no mundo onde o que conta é se a conta está azul ou vermelha, se o carro vai ser trocado ou nao, se o outro está ou não com voce e por quanto tempo e o que voce precisa fazer pra ter um pouquinho de certeza que o que voce ve e sente nao é apenas fantasia ou projeçao de seu desejo?

Com tantos milhares objetos obscuros de desejo, criamos esse enorme buraco, onde tudo é consumível e tudo é tragado, e nada parece abastecer essa fome de sei-la- o que, que dita esses tempo de transiçao de milenio.

Ainda ha blogs e livrarias.Ainda existe o espaço do refletir pelas palavras e textos. Ainda ha contos a se criar, e eu me curvo diante dessa bençao de hoje.

Sandra Paes - 12:32 PM CST [Link]

Quinta-feira, Março 13, 2003

Motivos


Um dia desses, uma conversa sobre emoçoes, não sei com quem...lembro-me apenas agora, de mostrar a origem da palavra, emovere, e como é que as energias se movimentam em nós e nesse "dito espaço"chamado corpo emocional.

Claro, tudo junto, mesma fonte, mesma origem, destinos diferentes: os tais motivos. Digamos que emoçoes são como fórmulas que contem motivos- particulas independentes e interligadas, sempre no mesmo tema, ou filme, ou moleculas, escolha o que lhe convem...e que faz com que nos movimentemos, no corpo, na mente, na vida, em algum lugar...

O que nao se movimenta? ou o que nao tem motivos? essas particulas de luz que combinadas jorram cenas, coisas, vidas, ideias, sonhos, e todas essas parafernalias incriveis das quais nada sabemos.

De repente, diante dessa grandeza toda, sinto que sou composta de pequenas unidades que reflete esse todo.E começo pela maravilhosa e simples oportunidade de contemplar as estrelas, planetas, galaxias, a natureza, o outro, tudo que se move e nao se move aparentemente -so isso ja me faz ser um "motivo"quase que único.

Sinto e contemplo e faço ao mesmo tempo ou não?

Ridículo, por que no pensamento viajo em velocidades incriveis. Estou em lugares quase que inimaginaveis e com isso carrego parte de meus motivos ou de minhas particulas- que ouso chamar de minhas - pra onde me projeto.

E saber que cinco bilhoes de outros seres humanos como eu tambem o fazem.

Ahan?! sente-se uma marionete? dentro de toda essa pauta gigantesca que compoe a sinfonia do pequeno sistema onde por ora circulo fisicamente, sou talvez apenas uma nota, uma pausa, um ponto, e que por si se move...

Como ousamos pensar ou tentar controlar as emocoes e os movimentos que passam por nos ou que detonamos?

E de onde vem todo esse espanto em nos sentirmos inseguros diante da impermanecia? e ela não é per si, a propria regencia universal de tudo que se move?

E entao?

Alooooooo!! medo de nao ter segurança? o que é isso diante de todos os motivos e suas monadas aparentemente enlouquecidas por que eu nao sei e nao controlo nem a dança das hemacias em meu sangue?

Os motivos dos ditos poderosos e seus segredos de estado seriam diferentes de nosso poder pessoal e nossos ditos pequenos segredos? essas torres onde guardamos caixinhas com "coisinhas"que ninguem pode saber ou ver?

Uau!! pelo menos criei um motivo de riso e muita gargalhada diante de toda essa onda de terror- que assim nomearam- por nos botar fora de nossa aparente "confort zone".

Dentro desse ponto longitudinal, tempo solar terrestre, onde hoje me localizo fisicamente, tudo parece sacudir, segundo as informaçoes publicadas.

La fora, tudo resta, como é de fato no silencio da galaxia e no mais profundo dos buracos negros, que se existem la fora, com certeza existem dentre nos.
E ainda assim, tem la seus motivos, que nao sao razoes, mas sao seus proprios movimentos...

E que sou eu mesmo?? mais um motivo, como voce, que nao se justifica nem se explica, apenas passa, como tudo o mais...

Sandra Paes - 12:38 PM CST [Link]

Quarta-feira, Março 12, 2003

Living from past and fear

Não é falta de assunto. É a sintese que obtive essa manhã sobre todos nós.Apesar de projetarmos um bom futuro e espalharmos bençaos e desejos de coisas boas, ainda há um enorme quinhão de conversas sobre ontem, ano passado, anos não sei quais, etc, como referencia de justificativa de nossos medos no presente.

Até ouço. Nao com boa vontade, confesso, mas com ares de pesquisadora, mais interessada em como funciona nossa mente e tentativa de contacto com os outros.

Pode ser interferencia da mídia, dos boatos sobre guerra mundial, absurdos de abusos de poder, falta de perspctiva sobre isso ou aquilo, "escapes"para a happy hour, ou seja la o que for.

Mas me pergunto de fato, cade aquele bem estar de simplesmente se estar junto e usufruir da cia do outro nesse momento, curtindo a paisagem, respirando o ar que ainda temos disponível, o verde contrastante das árvores com o azul do céu e essa maravilha que é simplesmente ouvir o canto dos pássaros?


Sentei-me na varanda com a caneca de café nas mãos e me peguei assoviando, sem la que canção, nada em especial, e senti que os pássaros, como eu tambem estavam cantando, curtindo as árvores que vejo da minha varanda.

Um momento de bliss, um suspiro de paz, pra saber simplesmente que tudo está nessa simples capacidade de receber a vida, não o que falam sobre ela.

Houve um tempo em que disse, não sei onde, que há sim a vida, e a interpretaçao que fazemos dela, e ao interpretarmos, quase sempre ela fica de fora...

Sinto falta dos poetas com suas sínteses próprias e dos filósofos que nos convidam pra viver a vida sem essa contundencia da emergencia que a ditadura do economes impõe sobre todos os lados.

Abrir a internet em qualquer página incial é ter que lidar com oscilaçao da cotaçao da moeda, de votos pra bombardeio do Iraque, dos terrores que insistem em sobressaltar por que a opçao ainda parece ser o passado e o medo.

Nao ha nada disso no momento total integraçao com a natureza e o que ela inspira e repõe: a verdade contundente que a vida passa por nós, estamos nela e nem sempre a usufruimos por que estamos mais ocupados de criticar quem foi que comeu a maça de quem...E se o dono da macieira vai ficar brabo ou não, e bla, bla bla...

Sweet simplicity... Seems to be where life resides.

I feel safe, I trust in my heart, the wisdow that I care there and the light that is always there avaiable for the men of good will.

Que a paz esteja com todos nós e nós possamos ouvi-la!

Sandra Paes - 02:11 PM CST [Link]

Segunda-feira, Março 10, 2003

Expectations

O livro "Great expectations"resta na mesa de cabeceira. Gosto da historia e do estilo. Percebo que evito ler algo mais, entre outras coisas, por que me impede o proprio sonho.
Afinal, que sonhador nao gera expectativas?

E somos sonhadores mestres. Lutando visivel e invisivelmente pra manter nossos sonhos vivos e materializados, seguimos ora vitoriosos ora cabisbaixos diante da mesma coisa sempre: nossas expectativas.

E esperamos tudo. Do filho que virá, ao que vai chegar para o almoço ou na porta da escola. Do parceiro que nao deveria estar atrasado, mais uma vez, seja la para que coisa for, ao pagamento no final do mes.
Esperamos que nosso dinheiro estique a ponto de cobrir as ofertas que nos envenam o espirito e o desejo. E seguimos projetando e orando pra que tudo seja possivel.

E em meio a tudo isso continuamos esquecendo de perguntar se as expectativas são válidas ou maiores que o proprio sonhador. Ah, por que quando assim é, la vem sofrimento, frustraçao e com esses dois, quem é que pode?

A gente procura todo tipo de distraçao ao alcance do olhar e se estrepa de novo, por que no que olhamos ja começamos a sonhar e criar esperanças ou algum desejo a realizar.

Vai dizer que não é assim com vc? - claro que é.

E não precisa ir muito longe; dos telefonemas que fazemos esperamos um percentual de retorno. Dos vestido que olhamos no armário esperamos, no mínimo que o corpo caiba totalmente;Se vamos preparar o prato que começamos a fazer a receita esperamos que fique ótimo e que o "convidado"adore.

E se levantamos cedo no fim de semana, ja esperamos que haja um lindo dia de sol e sem tumultos.

Às vezes queremos apenas que o "dito trivial"seja normal e nem olhamos o quanto depositamos de energia e desejo em tudo isso. É so olhar de leve pra casa ao redor e a observaçao crítica em torno do que está faltando e como deveria ser ja se instala quase que automaticamente.

Sim, nao ha expectativas pequenas ou medianas,pois se tornam todas enormes diante da conquista do sonhador.

Eu nao sei quem foi que nos inventou assim, e pra dizer a verdade, nem quero saber. Nao estou afim de mais essa razao pra "pain in the neck".


Sandra Paes - 11:39 PM CST [Link]

Domingo, Março 9, 2003


Pain in the neck

Use to be a normal expression in America. You learn it and use it sometimes. But what is it, do you know?

Well, I have been hold a real one for 72 hours already. To make it fun, there is no other way to get out of that, I start to play jokes about the expression.

Nothing to do after all. The pain is still there. Motives? What do I know about it?
Number one: takes your attention. No doubts about
two: you try to distract your self with different toughs. Actions? All canceled. Desires? become far away. Yes, it is a beautiful day outside, outdoors, but ... there is the pain in the neck.


Yes, yes, water, pain killers, teas, TV, whatever...So what?


The pain does not go way...

You decided to write about, review your agenda, things to be done, ex-boyfriend, first love, good food, you look at to you again, and the f*** pain is still there.

OK. Forget about it!

Yes, there is a luggage over the sofa as other things, like insurance police, dealer's letter, bills to check, chores all over...bah!

All small things to validate a pain in the neck.

At least it seems to say that she become my partner. And I confess, that I have been dealing with pain all my life time.

Boring? yes I think so.

Free will? Don't curse me anymore. I don't know if I have experience to get rid of it, after all years dealing with pain...

I just would like to say that to be human it is no painful, and don't hurt. I wished that so hard that the pain come to stay.
It seems that we like it other, or we don't know to be free. That is it!

No war, please! who gonna answer my wishes?

Where is my angel? Do I have one? Ah, could be wonderful my dreams become true in this physical dimension...

Yesterday, by the way, I saw again "city of Angels" and it is impossible not to quote this:- "they give to these bozo the most wonderful gift- free will. It is confuse, painful but is still good."

Says who? an angel that gave up eternity to become human...

Is there any ex-change program? I would like to inscribe myself.

Sandra Paes - 11:41 AM CST [Link]