Thousands of brands, all kind of fashion,cosmetics,styles, stages, diets,competitors around beauty..we still strugle with intimacy, we are afraid to be naked... For how long?





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Sexta-feira, Abril 4, 2003

Por acaso...


Pensei em escrever pra responder a um texto que me foi enviado e que vinha do "amargando fel"...Nao li o texto no blog, nao sei o contexto. Sem dúvida é um texto muito bem escrito e me fez pensar sobre a funçao da lucidez e seu fundador: Lúcifer, segundo dizem... Olhar o mau, passar por ele e daí extrair alguma coisa boa, não deixa de ser um funçao lúcida. E talvez esse seja o papel de Lucifer no conjunto maior da criaçao, no conjunto maior de todo o contexto da destruiçao e seus possiveis provocadores ou sustentadores. Seja como for, abri a página e eis que me deparo com essa inscriçao no meu provedor:

"Our life is what our thoughts make it."—Marcus Aurelius

Nao foi ele um imperador Romano? pelo sim pelo não, percebo que tem algo parecido com o que dizem, Budda, também nos legou.

Tantos autores, tantos atores, tantos cenários e tantas histórias, que acabo por nao saber quem foi que começou o que...
Que importa, se tudo é senao obra do acaso e somos todos um bando de formigas procurando dar senso à nossa estada ou passagem por aqui?!

Com cultura, valorizando ou nao o jazz, o negro, o indío, o amarelo, brigando por crenças tais ou que tais, apenas passamos por aqui por cerca de setenta anos e lutamos pra estarmos bem e felizes, seja lá o que isso possa significar...

Todo mundo com ponto de vista, com gostos que nao se discutem, com crenças que nao sao fundadas nao se sabe bem aonde, mas inventamos a citaçao das fontes pra justificar nossa procedencia e inventamos o planejamento pra justificar nossos rumos.
O que sabemos de fato?

Nada, mas posamos com certeza, com certezas e dúvidas, que pra variar precisam ser temporarias, com dores que precisam ser anestesiadas, com medos que disfarçamos de todas as formas, com jeitinhos e jogos sedutores pra enfatizar nossa importancia, nem que seja por uns minutos ou algumas palavras...

Make sense? who cares?

Sandra Paes - 05:54 PM CST [Link]

Quarta-feira, Abril 2, 2003

Ainda o mesmo tema...


Nao posso deixar de transcrever esse texto, nao fosse pela sua nudez, pela proposta que apresenta, que vem ao encontro do que esse blog tenta manter:-
Em gratidão a amigos, como hecco que me enviam essas mensagens, numa forma propria de estarem presentes e vibrando na mesma sintonia...

01/04/2003 - 07h05
Artigo: A fúria de um mundo agonizante
JURANDIR FREIRE COSTA
Especial para a Folha de S.Paulo

No Iraque, dois países opulentos esmagam uma multidão maltrapilha; no Brasil, em especial no Rio, cidadãos pacatos, indigentes armados, policiais e, agora, até juízes são mortos como insetos. O que explica tudo isso?

À primeira vista, a resposta pode parecer óbvia. Por trás da guerra a Saddam Hussein, diz-se, estão os interesses das companhias de petróleo anglo-americanas, a ordem financeira internacional e a estratégia de dominação geopolítica do governo republicano dos EUA; por trás da carnificina urbana, a concentração de renda da oligarquia brasileira, o dinheiro dos chefões da droga e a corrupção de altos escalões da administração pública.

A interrogação, porém, vai além disso. Sabemos que o poder não tem escrúpulos e que a disposição para matar está potencialmente inscrita em todos nós. A questão, contudo, não são as mortes violentas, mas os motivos pelos quais se mata.

O crime contra a vida, até recentemente, buscava se apoiar em razões compatíveis com nossos credos morais básicos. As guerras entre Estados ou grupos étnico-religiosos, para se legitimarem moralmente, invocavam a defesa de valores elevados _"Deus", "raça superior", "libertação do proletariado", "civilização", "progresso" etc. Do mesmo modo, os crimes comuns procuravam se apresentar como justo revide a ofensas físico-morais.

A cultura do respeito à vida exigia que a impiedade se ocultasse na sombra da virtude. A infração assassina se estruturava de tal maneira que o nexo entre a causa e o crime se tornava inteligível à luz dos princípios éticos dominantes.
Outra coisa são os crimes sem razão ou por razões morais irrelevantes. Nesses casos, o abismo entre a causa e o crime é tão profundo que não temos como entender, do ponto de vista moral ou emocional, o que aconteceu.

Nos dias atuais, é justamente isso que horroriza. As razões pelas quais se mata são tão irrisórias ou mentirosas que, frequentemente, somos levados a pensar que só há duas saídas: ou damos as costas ao que vemos ou desejamos que a lei do talião venha massacrar a baixeza, o cinismo e a brutalidade dos matadores. Em outras palavras, estamos prestes a jogar para o alto séculos de cultura humanitária, em favor de um mundo cuja escala moral é a sarjeta.

Na guerra contra o Iraque, isso fica visível. A ferocidade dos agressores se torna ainda mais absurda, dada a estupidez da justificação.

Como líderes políticos das duas nações que, ao lado da França, criaram a moderna democracia ocidental foram capazes de alegar razões morais para propósitos belicosos ilegais, sabendo que se dirigiam a uma opinião pública alfabetizada e com memória?

Na delinquência urbana, de forma análoga, para matar não são necessários maiores pretextos. Se a arma está engatilhada e o ímpeto diz sim, ai de quem está à mão! Mata-se a avó por dinheiro para comprar cocaína; uma adolescente de 14 anos morre, porque alguém quis roubar qualquer coisa no metrô e enfrentou o tiroteio da polícia; mata-se um professor universitário porque não deveria estar ali, na hora do assalto; matam-se policiais porque são "policiais", e bandidos porque são "bandidos".

Enfim, mata-se, mata-se e mata-se. E o mais duro é que, se perguntarmos qual a verdadeira razão de tantas mortes, a resposta vem nua e crua: mata-se para manter vivo um estilo vida nefasto e em vias de extinção. As matanças em massa que assistimos exprimem a fúria de um mundo agonizante. Essa monstruosidade social definha e, nos últimos estertores, devora corpos e esperanças, em uma espécie de canibalismo genocida que parece saído das histórias de ficção científica.

O que chamamos de "sociedade de consumo", como mostra Campbell, nasceu da aliança entre a revolução industrial e a revolução moral protestante. O hábito de adquirir objetos para fins de ostentação social não é, por si, incompatível com o apreço por deveres morais. Pelo contrário, o consumismo, nas origens, esteve associado a ideais de liberdade individual, de valorização da intimidade, de reencantamento do convívio familiar pelo aconchego material dos lares etc.

A amoralidade ou imoralidade do consumismo atual não se deve ao hábito de comprar bens com obsolescência programada. Deve-se à desvinculação desse hábito de qualquer pretensão ao aperfeiçoamento ético.

Isso começou a ocorrer quando os corpos e os sentimentos passaram a ser as novas "mercadorias" de manipulação comercial e publicitária. A partir daí, o próprio estofo da moralidade, a realidade físico-emocional humana teve seu valor ético degradado, e a compra de objetos supérfluos se transformou em uma compulsão cega, alheia a seu objetivo inicial, a felicidade emocional privada.

Desde então, falamos de um "consumo" de bens materiais ou símbolos de status, sem perceber que o que está sendo verdadeiramente "consumido" é a vitalidade de nossos corpos e mentes, diariamente vendida e comprada, usada e abusada para azeitar a máquina ensandecida do lucro.

Observadas de perto, as promessas da "sociedade de consumo" são espantosas. Tudo cabe numa lista tacanha, onde, de um lado, estão os meios de evasão _a cocaína, o ecstasy ou o mais novo psicotrópico contra o mais novo sofrimento existencial_ e, de outro, a realidade social da qual todos querem se evadir _o tédio; a aridez da inveja e da competição; o medo do desemprego; o tormento das decepções românticas; a obsessão pela magreza e pela boa-forma; a anorexia; a bulimia; as mutilações corporais; as pancadarias adolescentes dos fins de semana; a depressão; a insônia crônica; o estigma da obesidade; o receio da solidão; o exame fóbico das taxas de colesterol, enfim, o pavor do câncer, do infarto, da doença de Alzheimer, da "feiúra" da velhice etc.

O braço armado da "sociedade de consumo", com ou sem dragonas, mata e morre por isso. Ninguém está bombardeando o Iraque para defender a paz de espírito e o conforto emocional dos americanos, assim como nenhuma gangue carioca ou paulista mata pelo direito de amar, de ser solidário ou de viver em harmonia e dignidade junto aos seus.

Nos sujos subúrbios cariocas e paulistas ou no ronrom feltrado dos bairros chiques do dito "Primeiro Mundo", a aspiração cultural é a mesma: explorar o corpo e a alma, até o embotamento ou a exaustão, para que a insensatez da vida que se leva não pareça tão real quanto é.

Philip Rieff, há quase 40 anos, pensava que o declínio da cultura trágica iria, finalmente, permitir o surgimento de uma moral das satisfações humanas, diversa do "controle consolatório" oferecido pelas morais tradicionais. Errou na previsão. A moral do "bem-estar consumista" nem nos trouxe alento nem consolação. Antes, vivíamos para a felicidade que, raramente, chegávamos a ter; hoje, matamos para continuar tendo a infelicidade que já temos.

A sociedade ocidental _o Brasil, em particular_ necessita, urgentemente, de um "fome zero cultural". Mudar não basta. É preciso não agir como bestas a caminho do abatedouro. É preciso entender que o "consumismo" do qual tanto falamos não mais existe, e o que existe está com os dias contados. Os "Iraques", os "Rios" e os "11 de setembro" são o grasnar desse abutre moribundo.

E, se os mais justos e decentes não tratarem de enterrá-lo logo, mais sangue e mais cadáveres vão estar presentes no cortejo de seu inevitável funeral.

Jurandir Freire Costa é psicanalista e professor de medicina social na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É autor de, entre outros, "Sem Fraude nem Favor" e "Razões Públicas, Emoções Privadas" (ed. Rocco). Escreve esporadicamente na seção "Brasil 503 d.C.".

Sandra Paes - 12:36 PM CST [Link]

Broken heart?


Sim, venho sentindo continuamente os sinais de meu coraçao que doi. Escolho conviver com sua linguagem mesmo que ela seja apenas expressar dor. Me acorda todas as manhas, nao importando a hora em que vou deitar o corpo ora exausto, ora oscilante, numa mente quase alerta, diante de tantos fatos que nao posso ignorar. Meu coraçao nao deixa. Sempre foi meu guia, num mundo onde o que se avalia é o QI, e a sofisticada forma de provar que se é esperto, respondendo a questoes que se pode memorizar com atencedencia e dar a resposta prevista.

E em meio a tudo isso, recebo hoje esse precioso texto, que de certa forma, valida minha dor e de certa forma confirma o que aqui ja postei, como "food for heart".

Dedico esse post para amigos novaiorquinos como Moss, que têm uma alma brasileira, uma mente nada programada pelo sistema americano de ser, e que padece pela falsa liberdade que vivemos hoje em nome da imagem programada e a falta de bom senso, pequeno detalhe que vem sendo retirado de nosso ser, pouco a pouco.Para amigos brasileiros que têm uma alma universal e a silenciosa bençao de nem saber disso e até imaginam que o sonho americano é o melhor.
Para qualquer amigo, que nem conheço, mas que por ventura venha a ler o que hoje publico, e se torna meu amigo apenas por ler e apreciar o blog de hoje.

GEORGE CARLIN POST 9-11 (His wife recently died...) Isn't it amazing that
George Carlin - gross and mouthy comedian of the 70's and 80's - could
write something so very eloquent ... and so very appropriate post 9-11. A
wonderful Message by George Carlin:

The paradox of our time in history is that we have taller buildings but
shorter tempers, wider freeways, but narrower viewpoints. We spend more,
but have less, we buy more, but enjoy less. We have bigger houses and
smaller families, more conveniences, but less time. We have more degrees
but less sense, more knowledge, but less judgment, more experts, yet more
problems, more medicine, but less wellness.

We drink too much, smoke too much, spend too recklessly, laugh too little,
drive too fast, get too angry, stay up too late, get up too tired, read too
little, watch TV too much, and pray too seldom. We have multiplied our
possessions, but reduced our values. We talk too much, love too seldom, and
hate too often.

We've learned how to make a living, but not a life. We've added years to
life not life to years. We've been all the way to the moon and back, but
have trouble crossing the street to meet a new neighbor. We conquered outer
space but not inner space. We've done larger things, but not better things.
We've cleaned up the air, but polluted the soul. We've conquered the atom,
but not our prejudice. We write more, but learn less. We plan more, but
accomplish less. We've learned to rush, but not to wait. We build more
computers to hold more information, to produce more copies than ever, but
we communicate less and less.

These are the times of fast foods and slow digestion, big men and small
character, steep profits and shallow relationships. These are the days of
two incomes but more divorce, fancier houses, but broken homes. These are
days of quick trips, disposable diapers, throwaway morality, one night
stands, overweight bodies, and pills that do everything from cheer, to
quiet, to kill. It is a time when there is much in the showroom window and
nothing in the stockroom. A time when technology can bring this letter to
you, and a time when you can choose either to share this insight, or to
just hit delete.

Remember, spend some time with your loved ones, because they are not going
to be around forever. Remember, say a kind word to someone who looks up to
you in awe, because that little person soon will grow up and leave your
side. Remember, to give a warm hug to the one next to you, because that is
the only treasure you can give with your heart and it doesn't cost a cent.
Remember, to say, "I love you" to your partner and your loved ones, but
most of all mean it. A kiss and an embrace will mend hurt when it comes
from deep inside of you. Remember to hold hands and cherish the moment for
someday that person will not be there again. Give time to love, give time
to speak, and give time to share the precious thoughts in your mind.


Life is not measured by the number of breaths we take,
but by the moments that take our breath away.

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MAKE THIS A POSITIVE DAY

Sandra Paes - 11:56 AM CST [Link]