Tempo de amar
Li hoje pela manhã em Memórias de uma Gueixa, uma pergunta sobre idade. A menina perguntara ao pai por que ele era velho. A resposta, dada com um olhar perdido, foi:- Não sei.
Fato é que isso me remeteu a termos e idades pra isso ou aquilo.
La fora, o sol benvindo, prenuncia um domingo azul e a briza me faz suspirar de vida. Pego a caneca de xá verde e vou comungar com os pássaros que cantam, o prazer de simplesmente saborear a vida.
Leitura interrompida, pelo simples mergulho num tema que transporta a outro, independentemente de uma mente pensar e questionar qualquer coisa, sinto apenas a respiraçao, o frio no rosto, e um corpo sem idade.
No pequeno Ipodm ouço Shirley Horn cantando , uma voz que por si cala qualquer ideia, por tocar diretamente os sentimentos mais profundos e mesmo aqueles não conhecidos de fato.
E eles são tantos!
Se não puder abraçar a vida com toda sua plenitude, não posso conjugar o verbo amar. Fica algo a faltar, algo não expresso, e em meu corpo que queima e vibra sempre, há uma voz que fala sim, e diz em formas várias que é tempo de amar, e a primavera que se pinta nas flores revela que a natureza comunga comigo.
E eu me torno assim, mais uma vez, easy as a sunday morning...
Sandra Paes - 10:02 AM CST [Link]