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Quarta-feira, Abril 6, 2005
Fracal A imagem multifacetada de um objeto. Sua projeção possível em faces variadas. Esse fenomeno que me embaralha a vista, revela por outro lado que nosso mundo é composto disso mesmo: miriades infinitas de projeçoes individuais, presas a conceitos- por sua vez variados- sustentados por um fio de linha que parece nada, ou quase isso. Complicado? pois é isso que o ser humano faz com sua fragil existencia, sustentada apenas pela possibilidade de ter ar pra respirar e agua pra beber, e ainda assim em condiçoes muito pequenas de fato. Somos tao frágeis, que vivemos dentro de condiçoes climaticas e de pressao atmosferica muito especificas. Acima de 42 graus centigrados nos desintegramos, o mesmo é valido para os graus negativos e a pressao do ar, aqui na superficie tb tem que estar bem regulada senao enlouquecemos ou explodimos os ouvidos e o coraçao. E mesmo assim, esbarra-se por ai com teias de pretensão de todas as ordens, arroubos de auto-importancia, ou o que é pior, total negaçao de si mesmo por conta dessa terrivel dependencia do outro. Ando vendo pessoas que se arrastam diante do possivel conjuge, outras que se humilham diante dos filhos, e ainda outras que se entortam totalmente por que alguem lhes disse um nao ou lhes disse: nao quero transar com voce. Aloooooo! Sabendo que nossa vida útil e louvavel tb está num spectrum tao restrito, e que o dia aparentemente tem 24 horas pra todo mundo, me pergunto perplexa, que coisa é essa, tao cheia disso e daquilo em torno das emocoes- ondas aquaticas que circulam em nosso corpo e que nos da sensacoes variadas dependendo de como respondemos a esse ou aquele estimulo. É apenas isso. Emocionar-se é somente transbordar o nivel de pressao interna, nem sempre compativel com a pressao exterior, seja ela geofisica ou apenas social. Somos menos do que um fracal, corremos paralelo com um projeto de fracasso total, extinçao do proprio meio ambiente por ignorancia total de quem somos e o que fazemos uns com os outros. Será que nao da pra pegar leve? pensar um pouco mais e rever os conceitos de conservadorismo e aprender que tudo muda, e o fenomeno vida é algo tao rudimentar? Pra que tantas celulas cerebrais em desuso total? e por que o preconceito de admitir que somente nao podemos nos divorciar de nosso proprio corpo, que alias nem proprio é, por que um dia vai se desintegrar e nao se tem o menor controle sobre isso? As vezes, tenho mesmo que rir diante do drama humano, e toda essa avalanche de pressao lunar que nos impomos sem nos darmos conta de todo ridiculo e desperdicio dessa tao efemera passagem por esse planeta azul, ainda...
Sandra Paes - 11:25 AM CST [Link]
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