Quinta-feira, Junho 26, 2003
Retorno
Poderia ser engraçado uma revisita. Poderia ser algo sem emoçoes até. Poderia ser qualquer coisa. De preferencia se a memória não fosse ativada.
Me faz pensar o que existe o que não existe. Há apenas a referencia comparative do passado com o presente e tudo isso não passa de uma comparação entre uma experiencia e outra. E tudo isso é apenas uma parte de que chamo minha mente que localiza arquivos em meus sentidos e como foram armazenados. Com os valores que os registrei em que tempos, em que circunstancias.
Nada é. Nem igual nem diferente. Nem novo nem velho. Meu retorno nem é meu. Apenas percorro um círculo e constato que tudo parece estar vibrando no mesmo local, nas tentativas vãs das pessoas de conservarem seus registros. Ora evitando algumas referencias, ora apagando outras, ora enlevando as demais.
Pessoas pensam que sabem, que veem, que controlam as vivencias, que se ligam ou teem, seja o que for, até lembranças.
E qualquer tentative de retorno se torna assim, engraçada.
Apenas por que escolho a comédia como forma de olhar ou lentes de contemplaçao.
No corpo, registros outros e vários. Nas montanhas de Itaipava, reconheço o contorno feminine de alguns morros e a postura inconfudíveis de algumas árvores aqui no jardim dessa casa, que um dia abrigou começo de um transtorno, um tempo de começos ou recomeços de coisas e relaçoes que ja nem sei, nem tenho nem retenho.
Tornar, tornedos, mudanças, movimentos de idas e vindas, ilusao de viagem ao tempo e locais onde um dia cultivei outras ilusoes.
Me pergunto qpenas: o que permanece, o que fenece, se tudo apenas fica ou resta nos arquivos de nossas memorias- uma das funçoes da mente pra nos ditar quem somos ou quem pensamos que fomos.
Nao ha nada de novo sob o sol e a coisa mais certa de todas as coisas nao vale um caminho sobre o sol.
Reconhece? Entao? Fazer o que?….
Sandra Paes - 07:03 PM CST [Link]