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Sábado, Agosto 14, 2004
Meu braço direito Já usei várias vezes, talvez, essa expressão. Toma-se emprestado quando queremos nos referir a alguem que está a seu lado. Que faz por voce coisas que ninguem faria, talvez só voce mesmo. Pois bem. Por esses dias, estou sem meu braço direito. Não aquele amigo, ou aquele amor, aquela pessoa presente para o que der e vier, literalmente meu real braço. Parece que a vida nos põe a dar voltas, meia voltas, completas, sei lá, só pra entender literalmente o significado de uma expressão como essa. Será que quem a fez ficou mesmo sem poder usar o braço? Ë intrigante. Céus! Não há nada que se faça, sendo destro, que não se usa a mão direita, e o braço direito. Tudo fica difícil e muitas vezes impossível de se fazer. E por esses dias, vejo que quase nada sou sem poder ter o uso completo de minha mão. Dá o que pensar. Até onde vai minha autonomia, essa independencia fantástica, tomada como garantida, sem pensar, so por que uso as mãos. E como uso! Minhas atividades quase todas são dependentes das mãos. Agora por exemplo, estou a catar milho no teclado, vez que so tenho uns dedinhos de fora e vez que estou sob o efeito de analgésicos. O pior do cenário é ter que lidar com a acusaçao perene da falta de parceria. Se quando morrer, for recebida nos céus por Deus, vai ter que me explicar por que jamais me deu a única coisa que pedi de fato: parceria. E além do mais, me dá o horrivel privilegio de perceber isso de forma tão contundente. Melhor parar por aqui, antes que desça a ladeira de vez, rodando a baiana para os céus e todos seus ajudantes de férias sabe-se lá aonde.
Sandra Paes - 06:56 PM CST [Link]
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