Sábado, Dezembro 18, 2004
escaninhos
Gosto de palavras sonoras. Eu e Caetano e Djavan e tantas outras pessoas. Essa por exemplo, que sugere labrintos gostosos, cheios de bons mistérios, e que tambem sugere miniaturas de coisas feitas em "scaners".
Sim sei que é uma palavra roubada do ingles, e aparentemente nada tem a ver. Mas tem, sugere descoberta, revelaçao, busca de tesouros escondidinhos, lugar onde se pode deparar com tantas pequenas coisas que nos induzem a outros mundos.
Não, não consultei nenhum dicionário ( aliás outra palavra bem interessante). Apenas andei navegando em algums sites e me dei conta de uma viagem bem medieval, com tecnologias mais sofisticadas, fazendo uma mesma coisa-percorrendo escaninhos.
Quando a gente não pega aviões, nem trens, nem caronas, nem algum transporte coletivo, mesmo que seja um taxi, pra ir daqui pra acolá, usa-se a imaginaçao, o melhor navegador que existe e pega-se como ticket o sonho de passear por escaninhos, com a paciencia natural de uma criança ao abrir ou tentar desmontar um brinquedo.
Ah, como é bom!
Sandra Paes - 02:10 PM CST [Link]
oh, Boy!
Quando se percebe um sufoco, um estado de quase surpresa que vem revelar que daqui a pouco estamos em alguma forma de embaraço, suspira-se e solta-se essa expressao bem gringa, que a tudo parece definir:- Oh, Boy!
Venho recebendo aqui e acolá um chamado sobre esse blog, cujo título sugere pornografia pra muitos, mas é na verdade um convite a despir os veus da alma e algumas possíveis máscaras que adotamos em nome de conviver uns com os outros.
Hoje, vou abrir a página, e pasme! não me dei conta de que não escrevia aqui faz tempo. E bota tempo nisso.
Não sei o que houve, como se foram esses longos dias, tanto quanto ainda pouco fui à cozinha e me esqueci o que fui fazer lá.
Sinal dos tempos? os tempos desaparecidos? esses invervalos de não-sei-o-que, entre uma vontade e uma tarefa.
Só sei que acordei e me deparo com festividades natalinas! Oh, boy!, de novo!
Nao me lembro de ter hibernado, não me lembro de alguma coisa específica, não me lembro de ter consultado qualquer agenda seja em forma de cobrança pessoal, ou mesmo pra procurar um compromisso que teria que cumprir.
Sei que andei trabalhando significado de tempo e espaço em todo esse ano 2004, mas sei tambem que é sinal de bom alvitre não se perceber o tempo.
Sou do tipo que acredita que nós passamos por ele e não ele por nós.
E agora dei pra constatar que preciso prestar mais atençao nas esquinas, pois cruzo com Sr Cronus, desfarçado de qualquer coisa e nem vejo.
Será que é assim mesmo, ou andei viajando alhures sem saber?
Seja como for, sou grata por essa fantástica experiencia, pois me revela que estou plena de momentos intensos e que, com certeza, deixei bons sentimentos espalhados por ai.
O tempo pode bater à minha porta, e com certeza vai ter inveja de mim, como diria nosso cancioneiro.
Talvez um dia, recite Neruda apenas num suspiro bom: Confesso que vivi!
Sandra Paes - 01:57 PM CST [Link]